OFÍCIOS NA ALEMANHA

Este texto foi extraido do site da Deutche Welle: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1002495,00.html. O que fica já de início evidente, é a continuidade das tradições das Corporações da Idade Média, no contexto feudal; mas o surpreendente é a evolução do processo de transmissão do saber-fazer específico, que é institucionalizado, mas mantém ainda a chave principal desse tipo de aprendizado, que é o tirocínio.

Os Ofícios Manuais
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Marcenaria faz parte do setor conhecido como ‘handwerk’, tradicional na Alemanha
Setor tradicional, o dos ofícios manuais é o mais diversificado da Alemanha, constituindo a coluna vertebral da economia do país com suas empresas de pequeno e médio porte.
Um dos segmentos mais importantes da economia da Alemanha – e característico do país – é o formado pelas empresas que prestam serviços em ramos nos quais o trabalho manual está no centro das atividades. Isso se expressa também na denominação Handwerk (Hand quer dizer mão e Werk, obra, ou seja, obra feita com as mãos), que pode ser traduzida de forma livre por “artes e ofícios”.

Sem levar em consideração tamanho, número de funcionários ou faturamento, uma empresa faz parte do setor quando se dedica a uma das 94 atividades cadastradas numa especificação do que é um “ofício manual”, em ramos tão diversos como construção civil, metalurgia, processamento de madeira, produção de alimentos, confecção de vestuário, trabalhos com cerâmica, papel e vidro e cuidados com a saúde e o corpo.

Indicadores
Em fins de 2007, havia 4,837 milhões de pessoas trabalhando nas 961 mil empresas do setor e 483 mil jovens mantinham com elas contratos de formação profissionalizante. Isso significa que 12% da mão-de-obra e 30% dos aprendizes do país estavam colocados no setor dos ofícios manuais. O faturamento total no ano somou 490 bilhões de euros, incluíndo os impostos.
O setor é composto principalmente por empresas com um pequeno número de funcionários. Levantamento feito em 2003 mostra que mais de 50% das empresas do setor têm menos de cinco funcionários e 94%, menos de 20. Em média, uma empresa de artes e ofícios ocupa 7,6 pessoas na Alemanha.
Após ter começado a década com uma tendência de fechamento de empresas, o setor se recuperou e vive forte expansão desde 2004, ano em que o número de empresas cresceu 4,8%. Entre 2003 e 2007, cerca de 115 mil novas empresas foram criadas.

Formação profissionalizante
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Aprendiz no ramo da construçãoNenhum outro segmento da economia alemã coloca tantos postos de trabalho à disposição de aprendizes para formação profissionalizante, regulamentada segundo o chamado “sistema dual”, que congrega a formação prática na empresa e a teórica numa escola profissionalizante.
O aprendizado de dois ou três anos encerra-se com uma prova que concede o grau de “oficial” ou “operário especializado”. Após mais três a cinco anos de prática, o profissional pode submeter-se a uma prova para obter o grau de “mestre”, que ainda é uma precondição para abrir uma empresa no ramo correspondente e para formar aprendizes – o governo tem planos de flexibilizar esta regra.

Longa tradição
Em todas as culturas, os ofícios manuais se desenvolveram no seio das famílias para suprir necessidades básicas e se transformaram em atividade econômica a partir do momento em que os produtos passaram a ser vendidos. Tradicionalmente o fabrico se dá com o uso das mãos e de ferramentas, que foram aperfeiçoadas ao longo dos séculos. Com o avanço da técnica no mundo moderno, a mecanização em muitos ramos está bastante adiantada, havendo pouca diferença dos chamados ofícios em relação à produção industrial.
No Ocidente em geral, e principalmente nas terras povoadas por povos de língua alemã, o primeiro ofício manual exercido como profissão foi o do ferreiro, seguido pelos de ceramista, oleiro e tecelão. Hoje o setor Handwerk inclui também desde pedreiros, eletricistas e marceneiros até cabeleireiros, alfaiates e mecânicos de automóveis.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Padeiro, outra profissão do setorCom o desenvolvimento das cidades alemãs, no mais tardar no século 12, os artesãos passaram a se organizar em associações que tiveram, até o século 16, grande influência na vida econômica e política das comunidades. O fato de terem se tornado organizações muito fechadas, aliado à recusa de inovações técnicas, contribuiu para o declínio de seu prestígio nos séculos seguintes.
A crise dos ofícios manuais acentuou-se em fins do século 18 com a Revolução Industrial, primeiro através do surgimento das manufaturas e, depois, das fábricas. No século 20, o setor consolidou-se e adquiriu importância crescente, apesar do avanço da industrialização.

Entidades de classe
As empresas de um ramo de ofícios podem agrupar-se em agremiações, organizadas de acordo com o ramo de atividade, e que têm o caráter de corporações de direito público, sem filiação obrigatória.

Os interesses dos empresários e dos aprendizes do setor são representados pelas Câmaras de Artes e Ofícios (Handwerkskammern), das quais existem 55 na Alemanha. Estas estão, por sua vez, agrupadas na Confederação Alemã das Câmaras de Artes e Ofícios (DHKT).
A organização máxima do setor é a Confederação das Artes e Ofícios Alemães (Zentralverband des Deutschen Handwerks), que congrega as Câmaras de Artes e Ofícios e as federações de cada ramo de atividade.

Atualizado em julho de 2008

 

CÂNTICOS, de Cecília Meireles

Cânticos
Cecília Meireles
I
Não queiras ter Pátria.
Não dividas a terra.
Não dividas o Céu.
Não arranques pedaços ao mar.
Não queiras ter.
Nasce bem alto,
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Te ponha em tudo,*
Como Deus.

*verso-base: Estarás em tudo,

II
Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens…
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade…
É a eternidade.
És tu.

III
Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde é Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da verdade triste de falar.
Pensa completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

IV
Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quere ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a miséria de ter medo.
Troca-te pelo Desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele és tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?*

*verso base: Tu que te esqueceste de ti?

V
Esse teu corpo é um fardo.
É uma grande montanha abafando-te.
Não te deixando sentir o vento livre
Do infinito.
Quebra o teu corpo em cavernas
Para dentro ti de rugir
A força livre do ar.
Destrói mais essa prisão de pedra.
Faze-te recepo.
Âmbito.
Espaço.
Amplia-te.
Sê o grande sopro
Que circula…

VI
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

VII
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino,
Se te leva.
E se vai, ele mesmo…

VIII
Não digas: “o mundo é belo”.
Quando foi que viste o mundo?
Não digas: “o amor é triste”.
Que é que tu conheces do amor?
Não digas: “a vida é rápida”.
Como foi que medistes a vida?
Não digas: “eu sofro”.
Que é que dentro de ti és tu?
Que foi que te ensinaram
Que era sofrer?

IX
Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enlouqueceu.

X
Este é o caminho de todos que virão.
Para te louvarem.
Para não te verem.
Para te cobrirem de maldição.
Os teus braços são muito curtos.
E é larguíssimo este caminho.
Com eles não poderás impedir
Que passem, os que terão de passar,
Nem que fiques de pé,
Na mais alta montanha,
Com os teus braços em cruz.

XI
Vê formaram-se sobre todas as águas
Todas as nuvens.
Os ventos virão de todos os nortes.
Os dilúvios cairão sobre os mundos.
Tu não morrerás.
Não há nuvens que te escureçam.
Não há ventos que te desfaçam.
Não há águas que te afoguem.
Tu és a própria nuvem.
O próprio vento.
A própria chuva sem fim…

XII
Não fales as palavras dos homens.
Palavras com vida humana.
Que nascem, que crescem, que morrem.
Faze a tua palavra perfeita.
Dize somente coisas eternas.
Vive em todos os tempos
Pela tua voz.
Sê o que o ouvido nunca esquece.
Repete-te para sempre.
Em todos os corações.
Em todos os mundos.

XIII
Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

XIV
Eles te virão oferecer o ouro da Terra.
E tu dirás que não.
A beleza.
E tu dirás que não.
O amor.
E tu dirás que não, para sempre.
Eles te oferecerão o ouro d’além da Terra.
E tu dirás sempre o mesmo.
Porque tens o segredo de tudo.
E sabes que o único bem é o teu.

XV
Não queiras ser.
Não ambiciones.
Não marques limites ao teu caminho.
A Eternidade é muito longa.
E dentro dela tu te moves, eterno.
Sê o que vem e o que vai.
Sem forma.
Sem termo.
Como uma grande luz difusa.
Filha de nenhum sol.

XVI
Tu ouvirás esta linguagem,
Simples,
Serena,
Difícil.
Terás um encanto triste.
Como os que vão morrer,
Sabendo o dia….
Mas intimamente
Quererás esta morte,
Sentindo-a maior que a vida.

XVII
Perguntarão pela tua alma.
A alma que é ternura,
Bondade,
Tristeza,
Amor.
Mas tu mostrarás a curva do teu vôo
Livre, por entre os mundos…
E eles compreenderão que a alma pesa.
Que é um segundo corpo,
E mais amargo,
Porque não se pode mostrar,
Porque ninguém pode ver…

XVIII
Quando os homens na terra sofrerem
Sofrimento do corpo,
Sofrimento da alma,
Tu não sofrerás.
Quando os olhos chorarem
E as mão se quebrarem na angústia
E a voz se acabar no rogo e na ameaça,
Quando os homens viverem,
Tu não viverás.
Quando os homens morrerem na vida,
Quando os homens nascerem na morte
Na vida e na morte nunca mais*
Nunca mais tu não morrerás.**

*verso-base: Nem na vida nem na morte
**verso-base: Tu não morrerás

XIX
Não tem mais lar o que mora em tudo.
Não há mais dádivas
Para o que não tem mãos.
Não há mundos nem caminhos
Para que é maior que os caminhos
E os mundos.
Não há mais nada além de ti.
Porque te dispersaste…
Circulas em todas as vidas
Pairas sobre todas as coisas
E todos te sentem
Sentem-te como a si mesmos
E não sabem falar de ti.

XX
Não digas que és dono.
Sempre que disseres
Roubas-te a ti mesmo.
Tu, que és senhor de tudo…
Deixa os escravos rugirem,
Querendo.
Inutiliza o gesto possuidor das mãos.
Sê a árvore que floresce
Que frutifica
E se dispersa no chão.
Deixa os famintos despojarem-te
Nos teus ramos serenos
Há florações eternas
E todas as bocas se fartarão.

XXI
O teu começo vem de muito longe.
O teu fim termina no teu começo.
Contempla-te em redor.
Compara.
Tudo é o mesmo.
Tudo é sem mudança.
Só as cores e as linhas mudaram.
Que importa as cores, para o Senhor da Luz?
Dentro das cores a luz é a mesma.
Que importa as linhas, para o Senhor do Ritmo?
Dentro das linha o ritmo é igual.
Os outros vêem com olhos assombrados.
Que o mundo perturbou, Com as novas formas.
Com as novas tintas.
Tu verás com os teus olhos.
Em sabedoria.
E verás muito além.

XXII
Não busques para lá.
O que é, és tu.
Está em ti.
Em tudo.
A gota esteve na nuvem.
Na seiva.
No sangue.
Na terra.
E no rio que se abriu no mar.
E no mar que se coalhou em mundo.
Tu tiveste um destino assim.
Faze-te à imagem do mar.*
Dá-te à sede das praias
Dá-te à boca azul do céu
Mas foge de novo à terra.
Ma não toques nas estrelas.
Volve de novo a ti.
Retorna-te.

*verso-base: Procura o mar.

XXIII
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.

XXIV
Não digas: Este que me deu corpo é meu Pai.
Esta que me deu corpo é minha Mãe.
Muito mais teu Pai e tua Mãe são os que te fizeram
Em espírito.
E esses foram sem número.
Sem nome.
De todos os tempos.
Deixaram o rastro pelos caminhos de hoje.
Todos os que já viveram.
E andam fazendo-te dia a dia
Os de hoje, os de amanhã.
E os homens, e as coisas todas silenciosas.
A tua extensão prolonga-se em todos os sentidos.
O teu mundo não tem pólos.
E tu és o próprio mundo.

XXV
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulha da tua renúncia!
Abre a tua alma nas tuas mãos
E abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem este último gesto!

XXVI
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste breve,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos humanos,
Esquecidos…
Enganados…
No momento de tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor…

NE. Estas são poesias deixadas pela autora, em forma manuscrita, sendo publicadas postumamente. Em alguns cânticos, certos versos receberam uma redação alternativa, indicando provavelmente, a busca de uma forma final, nunca estabelecida pela poetisa. Esses casos encontram-se assinalados, ficando o verso-base reproduzido em notas de rodapé.

ALGO DE MATERIAIS ARTÍSTICOS E ARTESANAIS

Gomas de cerejeira, ameixeira, pessegueiro e amendoeira

Algumas plantas do gênero Prunus, como as árvores da cereja, Prunus cerasus; da ameixa*, Prunus domestica; do pêssego, Prunus persica e da amêndoa**, Prunus amygdalus, todas elas plantas da família das Rosáceas, bem aclimadas e muito difundidas no Brasil, principalmente nos Estados do Sul, exsudam gomas que são usadas como aglutinantes de têmperas. As exsudações mais recentes são muito claras, quase incolores, e à medida que envelhecem tornam-se mais escuras, tendendo ao amarelado ou âmbar, e os fragmentos mais velhos dissolvem-se com maior dificuldade. Por essa razão, é aconselhável selecionar os fragmentos, preferindo os mais recentes, que são menos secos e mais claros, e também é importante que se faça a mais rigorosa limpeza possível, evitando e eliminando os fragmentos de cascas e outras sujeiras que eventualmente possam agregar-se às gotas de goma por ocasião da colheita.
Verte-se água bem quente sobre a goma e deixa-se em repouso por uma noite; estas gomas incham muito. Se as gotas de goma forem mais velhas e secas, podem exigir tanto tempo para dissolver-se que chegam a decompor-se, nesse caso o melhor é espremer a massa já formada (antes de deteriorar-se) em um pano, para separar a porção dissolvida do resto não dissolvido. Uma proporção adequada dessas gomas e água, é a de 100 gramas de goma para um litro de água; a solução deve ser coada em tela fina; Mayer afirma que a goma diluída pode ser secada ao sol em pratos de metal, vidro ou porcelana, raspando-se a goma seca que formará flocos, que deste modo podem ser preservados para uso posterior. Em solução aquosa é aconselhável adicionar algumas gotas de conservante.
Pode ser obtida nos pomares de casas e sítios; observe e anote todas as informações importantes sobre as épocas de ocorrência das exudações.

* Em algumas cidades interioranas da região sul do Brasil vulgarizou-se a denominação errônea de ameixa para a nêspera, que é dita como ameixa amarela. Trata-se no entanto de uma planta inteiramente diferente, que sequer produz goma, e não deve ser confundida com a Prunus domestica.
**Na região litorânea de Santa Catarina, principalmente nas áreas de influência da cultura dos descendentes açorianos, é denominada amendoeira, uma árvore nativa, frondosa e que dá frutos oleaginosos, que já foram usados para a saponaria e iluminação. Não deve ser confundida com a amendoeira Prunus amygdalus, que produz as variedades doces e amargas das amêndoas usadas em alimentação. Ainda nessa região, a mesma denominação às vezes é aplicada ao sombreiro ou baga-de-soldado.

Ceras

De origem animal, vegetal ou mineral, todas as ceras tem ponto de fusão abaixo do ponto de ebulição da água, e portanto podem e devem, por razões de segurança, ser fundidas em banho-maria. As diversas ceras são miscíveis entre si e com outras substâncias compatíveis, como óleos, gorduras animais e vegetais, resinas, bálsamos e óleos (comestíveis ou não) vegetais e animais e os óleos essenciais.
De largo emprego na arte, as ceras são usadas in natura, purificadas, diluídas, emulsionadas e/ou saponificadas, como aglutinante, como aditivos cumprindo função de estabilizante ou endurecedor, na composição de vernizes, como massas para restauro, como capas isolantes na gravura, como lubrificante na calagem de joalheria e outras tantas finalidades especializadas.
As ceras apresentam-se em estado sólido, nas condições normais de temperatura, e os pontos de fusão podem ser considerados baixos, aquém da ebulição da água, no entanto, é importante saber que há uma diferença entre o grau exato em que uma cera passa do estado sólido para o líquido, com o ponto que esta mesma cera passa do estado líquido para o sólido.
Em seguida à fusão, as ceras começam a desprender vapores muito inflamáveis, e por essa razão, não devem nunca ser fundidas à chama viva, mas em banho-maria; ademais, o fogo direto pode elevar em muito a temperatura, provocando a fritura e conseqüente carbonização das ceras, inviabilizando-as para o emprego, já que modificaria irreversivelmente suas características naturais.
Algumas ceras em especial tem emprego tradicional nos materiais artísticos, as quais são apresentadas a seguir:

Cera de abelhas

Dizer que a cera de abelhas é um material encantador parecerá menos exagerado se imaginar-mos o Homem nos albores de sua história, manipulando e experimentando com um material possível de ser moldado com facilidade, impermeável à água, combustível, facilmente fusível, agradável ao toque, miscível com óleos, gorduras animais e resinas vegetais, capaz de veicular diversas substâncias como fragmentos de plantas, partículas minerais, como calcários e areias, pós terrosos coloridos, carvões pulverizados e ainda aromas.
Suas aplicações são muitas e variadas. Na galênica, entra na composição de ungüentos e emplastros, foi e ainda é usada na fabricação de velas e é usado na impermeabilização e lustro de madeiras. Na arte, tem usos tradicionais, como na estamparia de tecidos, com a afamada técnica javanesa do Batik, e o fantástico método de fundição à cera-perdida – milenar método de fundição artística de metais, de uso na escultura e joalheria – que em essência, continua o mesmo a bem mais de quatro mil anos. Na Pintura, reconhecemos na encáustica a definitiva afirmação de todas as virtudes da cera, constituindo-se em um medium de estatura e direito próprios. Além de um medium propriamente dito a cera é de freqüente ocorrência na composição de alguns média, contribuindo como adjuvante.
A cera de abelhas é um material bem conhecido e de relativamente abundante ocorrência na natureza, já que é subproduto na produção de mel. É preciso certeza de que não está adulterada, mas a presença de determinadas impurezas, a forte cor amarela e o aroma de mel, são características próprias da cera.
Para uso como matéria-prima para o fabrico de medium de pintura, a cera de abelhas deve ser muito limpa, o que se consegue por decantação e filtragem. Já a descoloração, foi conseguida por vários métodos que remontam à antigüidade, e hoje o é por processos industriais. Se a necessidade é de cera branqueada para a confecção de material artístico profissional, esta deve ser comprada dos fornecedores especializados. No entanto, é possível experimentar processos artesanais, como os tratamentos da cera com ácido sulfúrico ou ainda com essência de terebintina ozonizada.
São vários os procedimentos e processos para a descoloração da cera de abelhas; em seguimento apresentamos alguns, e iniciamos pelas indicações de Doerner e Gettens & Stout, em tradução livre :

“Obtida com cuidado, derretida de favos de um ano, ainda não incubados, é de cor amarelo-claro, e não necessita descoloração alguma para empregar-se em pintura. A cera mais velha é amarelo-escura e deve ser derretida em água várias vezes, aspergindo-a várias vezes, depois de solidificada, com água com alúmem. Se se acrescenta essência de terebintina, descolora-se a cera, o que se consegue também, além disso, ao sol, na forma de folhas desgadas. A cera deve fundir-se em vasilhas bem estanhadas ou esmaltadas, pois nas de ferro, toma uma cor pardo suja. “(DOERNER, 1952 p 100)

“A indústria estende-se em várias partes do mundo, e, naturalmente, as ceras de amplo número de diferentes localidades variam consideravelmente em textura, cor, e em certa extensão, na composição química. As de cor clara são usadas diretamente em vários casos, mas as variedades de cor escura são freqüentemente alvejadas. Isto é feito pelo tratamento com terras alvejantes ou carvão, ou por meios químicos como uma simples exposição à luz e ao ar, ou pelo tratamento com ar ozonizado ou peróxido de hidrogênio; o uso de ácidos oxidantes como o ácido crômico tende a causar deterioração” (GETTENS & STOUT, 1966 p 5)

No processo de branqueamento da cera por ataque ácido das impurezas, a fase inicial deste, é o de depuração da cera, que se faz do seguinte modo: em uma panela de aço inoxidável ou outro recipiente apropriado necessariamente esmaltado (panela de ferro esmaltada ou de cerâmica, por exemplo), põe-se água até a metade e acrescenta-se a cera a ser depurada, de modo que o conteúdo do recipiente chegue até no máximo 15 centímetros da borda. Ferve-se por alguns minutos; retira-se do fogo, e revolvendo com uma espátula de madeira, derrama-se pouco a pouco e com cuidado, uma pequena quantidade de ácido sulfúrico (de 1 a 3 colheres). Por ação desse ácido ocorre uma efervescência que faz aumentar de volume o conteúdo do recipiente; por essa razão o ácido deve ser despejado aos poucos enquanto a cera deve ser revolvida ativamente. Quanto mais impura, mais aumenta o volume da cera.
Deixa-se repousar um pouco até solidificar-se a superfície; todas as impurezas atacadas pelo ácido sulfúrico precipitam-se no fundo do recipiente. Retira-se a cera com uma concha, sem revolver o fundo.
Funde-se de novo esta cera já depurada na proporção de metade de água, metade de cera e uma quarta parte de alúmen; por um coador ou crivo, derrama-se a cera fundida em água fria. Decantada esta água, recolhe-se a cera que deve ainda estar um pouco amarelada. Para completar seu branqueamento expõe-se ao sol os grânulos dispostos em tecido branco estendido sobre tábuas ou uma mesa, pulverizando-os com água limpa.
O processo de fusão e exposição ao sol deve repetir-se enquanto for necessário; a melhor forma da cera para a exposição ao sol é a de tiras ou escamas, e os horários devem ser controlados no verão para evitar sua fusão.
Outro processo de alvejar a cera é por ação da essência de terebintina, esta deve primeiro ser submetida a um tratamento especial, a ozonização, para se constituir em elemento descolorante eficaz. Para isso, põe-se a essência em uma bandeja larga e rasa, expondo-a durante bastante tempo aos raios solares; desta maneira, ela se espessa e absorve muito oxigênio. Nessas condições, tem um grande poder descolorante, branqueando além da cera, o marfim, osso e madeira. Para separar o excesso de essência de terebintina ozonizada dos corpos tratados, se os lava com álcool de 95º.
A cera de abelhas tem seu ponto de fusão entre 63º e 70º C, sua cor, situada entre o amarelo-claro e o castanho-escuro, depende da época, da região onde é retirada e do tipo de florada.
Além da cera de abelhas, empregam-se em arte, de modo geral, e nos materiais pictóricos em especial algumas outras ceras, naturais, de origem animal ou vegetal e artificiais.
A cera de abelhas pode ser encontrada com produtores rurais, em feiras; em casas de apicultura; com apicultores, e em lojas de ferragens.

 Caseína

 A caseína é produzida à partir do coalho de leite desnatado. Modernamente, é industrializada com critérios de controle e padronização, o que disponibiliza um produto confiável, encontrado no mercado especializado. Mayer nos informa que “as caseínas comerciais são produzidas por três processos e são conhecidas como caseínas auto-azedadas, ácidas e de coalho, sendo as duas primeiras bastante úteis para usos em adesivos ou aglutinantes de tintas. O material comercial comum é a caseína ácida, feita pela adição de ácido clorídrico ou às vezes ácido sulfúrico ao leite desnatado fresco”.(MAYER, 1996, p 472). A têmpera à caseína é um medium com lugar de mérito na pintura, mas esse aglutinante teve seu uso consagrado como cola no processo de imprimação.
É encontrada comercialmente como um pó levemente amarelado, cuja cor se acentua nos produto envelhecido, que então modificado, perde em muito sua capacidade adesiva e diminui a solubilidade.
Insolúvel em água em seu estado natural, no entanto em presença de álcalis, a caseína transforma-se em uma massa coloidal. As substâncias alcalinas adicionadas à água nas tintas comerciais para paredes são a soda cáustica ou a cal (hidróxido de sódio e hidróxido de cálcio), mas para uso em arte, como cola para imprimação e aglutinante para têmpera, só se usam os compostos de amônia, a água amoniacal e o carbonato de amônia. (MAYER, 1996, P 472). A caseína torna-se um adesivo de grande resistência quando misturada com uma substância alcalina.
Mayer, informa que para uso como aglutinante para tintas artísticas ou na imprimação não deve ser usado o caseinato de cal, mas que seja preparada uma emulsão com a caseína comercial tratada apenas com compostos de amônia, a água amoniacal e o carbonato de amônia. Prepara-se caseína para usos comuns (cola de usos gerais, aglutinantes para tintas de parede) amassando ricota feita de leite desnatado em uma moleta, e à ela adiciona-se a quinta parte de cal extinta (apagada), depois do que se revolve até a emulsificação, está pronto o caseinato de cal. Dilue-se com 2 a 3 partes de água. (DORNER, 1950 p 123)

 Confecção do carvão

A carbonização de madeiras é resultado de uma queima incompleta, porque é feita em ambiente escasso de oxigênio. Para obter os bastões de carvão, usava-se na antigüidade calcina-los em potes cerâmicos hermeticamente tapados, na Ásia, envolvia-se os ramos em argila e se os queimava em fornos.
Atualmente são produzidos industrialmente em fornos com ausência de ar e controle de tempo e temperatura.
Podemos usar o processo dos potes de cerâmica, mas torna-se mais simples e barato aproveitar-se latas usadas.
Os bastões de carvão para desenho são feitos de ramos de determinadas plantas, que tenham as características apropriadas. A experiência indica algumas plantas como preferenciais, pela qualidade do produto final, e a que goza de maior prestígio é a videira, seguida do salgueiro (salso-chorão, chorão).
Outras plantas são ou podem ser experimentadas, como a roseira, o vime, a goiabeira e a laranjeira.

1. Colha ramos da espessura aproximada de um pouco mais de um lápis, o mais retos possível, que sejam firmes por não serem ramos novos.

2. Descasque-os, raspando com uma faca, canivete ou vidro. Corte em pedaços de aproximadamente quinze centímetros. Deixe secar completamente à sombra.

3. Escolha duas latas com tampa, do tipo de leite em pó (apenas as que tem tampa metálica), uma maior, e outra menor que caiba naquela. Perfure com um prego apenas a tampa da lata maior. Perfure apenas o corpo da lata menor.

4. Acondicione os bastões em pé dentro da lata menor, tampe-a. Ponha a lata menor dentro da maior e tampe-a.

5. A queima deve ser feita ao ar livre ou ao menos em ambiente em que a fumaça não se constitua em transtorno; um pequeno fogo de lenha é perfeito. Pode-se levar à chama de um fogareiro ou até de um fogão a gás, desde que estes estejam ao ar livre.

6. À medida que se carbonizam, os ramos desprendem muita fumaça, que no início é densa e escura mas que vai diminuindo e clareando. O indicativo de que os ramos estão completamente carbonizados é quando não se desprende mais nenhuma fumaça (percebe-se apenas o ar aquecido saindo pelos furos).

7. Retire do fogo, cubra a tampa perfurada com um tijolo ou tábua e deixe esfriar pelo menos meia hora, só então pode abrir as latas e retirar os carvões. Acondicione-os em caixinhas de papelão ou plástico.

 

DIMENSÕES DE RÉPLICAS DE PIRÂMIDES

De SCHUL, Bil & PETTIT, Ed. O poder secreto das Pirâmides. Rio de Janeiro, Record, 1975.

“Há vários meios para determinar as corretas dimensões da pirâmide. Um deles é considerar que para cada pé (30,48 cm) de altura serão necessários 1.5708 pés (47.8779 cm) na base e 1.4945 pés (45.5523 cm) de aresta, isto é, desde o ângulo inferior na face até o vértice. Por exemplo, se se quiser uma pirâmide de seis pés de altura, então cada lado da base quadrada deverá medir 9.42428 pés.”

Em seguida, o autor apresenta uma escala, em polegadas, com relações de medidas entre altura, base e aresta; faço a versão em um valor fixo para cada dimensão, como módulo, que se multiplique por uma unidade qualquer de medida:

Altura = 2.54               Base = 3.9878            Aresta = 3.7930666

Multiplicando por exemplo, por 10 cm, temos :Altura = 25,4 cm  Base = 39.87 cm  Aresta = 37, 93cm

“Outro meio de calcular as dimensãos consiste em tomar o comprimento da base e subtrair cinco por cento para as arestas, embora este método não seja tão preciso quanto a escala acima. Ainda, um terceiro método é tomar um transferidor e traçar retas com ângulos de 61 graus desde o vértice até a base. Este processo pode ser usado para qualquer tamanho de pirâmide e elimina a necessidade de calcular as dimensões.

Quando os lados da pirâmide estiverem no lugar, formarão com a base, ângulos de 51° e 51′, uma réplica em miniatura da grande pirâmide.”

BORRACHA DE SILICONE: RELAÇÃO BORRACHA X CATALIZADOR

Borracha de silicone: relação de volume do catalizador X borracha líquida:

A borracha de silicone, branca, usada para fôrmas (ou moldes) elásticos, para trabalhos em arte e artesanato, está em forma líquida, mas é vendida à peso, e, para sua integral reação, até transformar-se em borracha sólida, para cada quilo, é fornecido 50 ml de catalizador. É muito comum que se ponha aleatóriamente o catalizador na borracha, sempre ou sobrando, ou faltando, um ou outro, e claro, com resultados indesejáveis; é necessário a medida exata para a exata “cura” da borracha, quando então (e só então) exibe as características especificadas e garantidas pelo fabricante e fornecedor. Aqui, falamos da borracha importada, de origem alemã, mas as proporções são as mesmas para a borracha brasileira.

Considerando que para 1Kg de borracha líquida são necessários 50 ml de catalizador, estabelece-se uma relação da proporcionalidade entre o catalizador e a borracha.

Se 1Kg de borracha tem 860 ml, e que são necessários para cataliza-lo totalmente, 50 ml de catalizador, tem-se que:

Para 100 ml de borracha, são necessários 5.8 ml de catalizador,

e que

Se 860 ml de borracha pesam 1000 gr, 100 gr de borracha pesam 116 gr.

De onde se estabeleçe a tabela:

BOR/ml                          BOR/gr                         CAT/ml

100___________________116__________________5.8

200___________________233_________________11.6

300___________________349_________________17.4

400___________________465_________________23.2

500___________________581_________________29.0

600___________________698_________________34.8

700___________________814_________________40.6

800___________________930_________________46.4

860__________________1000_________________49.9

 

 

LUA E AGRICULTURA

A Astronomia (e a Astrologia) na agricultura e na horta
Extraído do livro “As Leis e Vayú” de Cedaior.* Compilação de Luis Carlos Aspp.

 

*Cedaior era o nome místico de Albert Raymond Costet de Mascheville, Conde de Mascheville, violinista e astrólogo,fundador da Igreja Martinista na Argentina, nos anos 40, e que casou com Emma Costet de Mascheville, a querida dona Emy, que dedicou-se mais de cinqüenta anos à prática e ensino da Astrologia, vindo a ser por isso, um dos pilares da Astrologia no nosso país. Um pouco mais, em http://www.constelar.com.br/revista/edicao56/saga1.htm

Esta é uma transcrição ipsis litteris da obra de Cedaior, e convém esclarecer que este, sendo francês, que viveu bastante tempo na Argentina, tinha naturalmente dificuldades de domínio do idioma Português, e também é de lembrar que a obra foi escrita em caráter restrito, para estudantes de Astrologia, na década de 40. Muitas palavras, próprias do campo da Astrologia, são empregadas na forma latina.

 

 
Os doze signos do Zodíaco dividem-se em:
• Muito férteis: Áries; Câncer: Escorpião; Piscis.
• Menos férteis: Touro; Balança: Sagitário; Capricórnio
• Estéreis: Geminis; Leo; Virgo; Aquarius.
Deve preferir-se para todos os trabalhos os Signos que lhes correspondem “quando a lua os transita e quando ela eleva-se no horizonte”.
A Tabela dos Ascendentes, que é permanente, mostra qual o signo que se levanta quando dele se precisa, sem fazer outros cálculos que a muda do tempo normal em tempo local.

Fases da Lua.
A Lua Crescente tira as forças e a seiva para acima, ela favorece pois o crescimento das partes sobreterrâneas.
A Lua Decrescente diminue a ascenção das seivas e a força desce nas raízes que se estendem, assim as plantas que tem crescido durante a lua crescente, fortificam-se e endurecem-se durante a Lua Decrescente.
Do que precede tiramos as regras seguintes: que se deve plantar e semear durante a Lua Crescente tudo o que levar os frutos acima da terra, e durante a lua decrescente, tudo o que tem os frutos debaixo da terra.

A Humidade
A Lua Cheia, está geralmente acompanhada de tempo seco; durante a Lua Nova deve esperar-se tempo húmido, e quando a Lua passar no Signo de Câncer ou Piscis pode-se contar com a chuva e quando passar por Scórpio há possibilidades de trovoadas, borrascas, chuvas fortes. Em conseqüência, deve plantar e semear do Quarto Minguante à Lua Nova tudo o que leva os frutos subterrâneos, e da Lua Nova ao Quarto Crescente tudo que leva os frutos sobreterrâneos.
A Lua levantada, visível, favorece as partes sobreterrâneas, e a Lua deitada, invisível, favorece as partes subterrâneas.

As diferentes influências combinadas, tem ainda as seguintes qualidades:


O Signo de Áries; favorece o debut do crescimenteo e dá para isso a devida energia. Porisso é bom para todas as plantas que devem crescer rápidamente.
Áries no Oriente, a Lua visível, Crescente e nos signos férteis do Câncer ou de Piscis, favorece todas as sementeiras, sobretudo as de viveiros ou estufas.

O Signo de Taurus, favorece todas as frutas dos campos, as árvores florestais, e as árbores frutíferas excetuando-se a macieira, e as flores (?). O desabrochar é mais lento mas as plantas tornam-se mais fortes e podem-se mais facilmente desplantar (?).

O Signo de Gêmeos não se presta para a agricultura.

O Signo de Câncer favorece as plantas que contém água; os pepinos, as couves, as saladas, as vagens, as melancias; faz também progredir as sementeiras.

O Signo de Léo, não se presta às sementeiras e às plantações.

O Signo de Virgo, favorece o trigo e a macieira. Se for possível, deve-se evitar semear, porém os cuidados a dar aos trigos devem ser feitos.
Virgo ainda é favorável à poda de todas as árvores.

O Signo da Balança, favorece as vagens, as flores e as vinhas. O agrião. Faz germinar depressa as sementes.

O Signo de Escorpião favorece as plantas medicinais, condimentos, lúpulo, papoulas, batatas e nabos.

O Signo de Sagitário, favorece às madeiras duras, às árvores espinhosas; álamos, carvalhos, cedro, marmelos, canas de açúcar, beterrabas, linho, cânhamo, nabos e algodão, mais nogueira e mamona. É desfavorável às flores e pouco favorável aos cereais, mas presta para todos os trabalhos, e amanhos na terra e na horta.

O Signo de Aquário presta-se especialmente para os trabalhos de preparação da terra; roças, destocamentos, aração, etc. Porém, nada semear, nem plantar.

O Signo de Peixes, favorece as plantas de água ou de terras alagadas, como chorões, eucaliptus, bananeiras, palmeiras, tamareiras (?) Pode-se semear porque depois dele vem o signo de Áries que ativa o crescimento. Quando a Lua estiver nesse signo – Piscis – não deve ao mesmo tempo levantar-se, porque as sementes apodrecem fácilmente – isso dito para os terrenos húmidos, mas não para os secos.

No dia da Lua Nova, não se deve nem plantar, nem semear; o mesmo durante os dias precedentes e seguintes, que são pouco favoráveis. As batatas plantadas na Lua Nova dão muitas folhas e pouca fruta.

A Adubação

Se na Lua Crescente as forças sobem acima da terra, o adubo não pode fortificar a terra durante este período, em conseqüência não se deve adubar senão no último quarto até a poucos dias antes as Lua Nova, porque arai as forças nessa época. A adubação deve fazer-se de preferência quando a Lua passa nos signos de Scórpio, Aquárius, Capricórnius e Piscis. O purim ou qualquer adubo químico que se queira, emprega-se quando a Lua passa em Scórpio e Piscis.

O corte das árvores e dos arbustos

Somente deve ser feito em Lua Decrescente, que é quando as seivas retiram-se, senão a perde demasiada força pelo fato de hemorragia conseqüente.
A colheita das sementes deve fazer-se em Lua Minguante, pouco antes da Lua Nova.
A colheita dos cereais é mais favorável pouco antes da Lua Cheia e com os signos estéreis Gêmeos, Léo e Aquários a fim de acelerar a sua secagem.
Cortar a erva em lua Crescente, o melhor sendo nos signos de Taurus, Geminis, Léo, Balança, Capricórnio e Aquárius, a fim de que seque mais rápidamente.
Colher as frutas tardias no último quarto (?) e as precoces na Lua Cheia.
Madeira cortada em Lua Crescentes seca muito dificilmente, quem puder deixa-la deitada durante anos obtém madeira para construção que durará séculos.
Quem quizer madeira que pronto seque deve corta-la antes da Lua Nova.
Se se recortar e construir em seguida, com madeira cortada em Lua Crescente, ela se tornará fácilmente carunchada e poder.
Na Suécia, as casas de madeira duram vários séculos como se fossem construções de pedra, pois os troncos tem “descansado” em suas cascas durante 20 a 30 anos, antes de ser empregadas. Não devem descansar ao sol e sim na sombra.
Deserbar e virar a terra deve ser feito no último quarto, as más ervas secam assim rápidamente enquanto que no período da Lua Crescente elas voltam a crescer de novo.
A poda das árvores deve ser feita na Lua Minguante e em Virgo, especialmente recomendado para as macieiras.
A poda das árvores de fruto de caroço, na Lua Minguante em Sagitário.
Enxertar as macieiras em Lua Crescente em Virgo, e as de caroço, em Lua Crescente em Sagitário.

Astronomia (astrologia) na criação

Criação de gado
Escolher para a criação de gado que é proposto com a Lua Crescente.
Principalmente para com os animais de criação de sexo masculino, devem nascer na Lua Crescente, pois são mais fortes e ativos.
Castrar, só na Lua Decrescente e quando esta passa nos signos estéreis, principalmente Geminis. O Signo de Scórpio é perigoso para esta operação.
Venda cavalos, cachorros e animais de criação com a Lua Crescente, pois então eles tem melhor aparência. Compre com Lua Decrescente, pois então, nesse tempo aparecem mais os defeitos.
Cavalos e cachorros pertencem ao signo de Sagitário; utilize este signo para negócio.
Animais de cornos pertencem ao signo de Touro, utilize pois este signo par negócio.
Bons aspectos de Júpiter são favoráveis nos negócios; tosquiar os carneiros com Lua Crescente, a lã é mais macia e de melhor aparência e crescerá mais depressa.
Deita galinhas chocas de tal modo que os pintos saiam antes da Lua Cheia. Nestes tempos é mais seco e os germens geram com mais facilidade.
Observe o tempo de encubação para as diferentes chocas, isto é, as diferentes espécies de aves. Para a multiplicação de peixes, ponha-se-os no tempo em que a Lua estiver no signo de Peixes.
Peixes de água doce, principalmente aqueles que mordem após a chuva, dêem ser pegados com Lua Nova, quando a Lua passa pelo signo de Câncer.
Peixes de rapina devem ser pegados com a Lua Crescente.
Venda animais de pesca (?) quando a Lua passa pelo signo de Gêmeos e quando está bem aspectada por Júpiter ou Mercúrio.